São Paulo, Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Jornal o Paulistão

Impacto da proibição das apostas esportivas mexe com o planejamento financeiro e a exposição dos clubes no Brasileirão

Impacto da proibição das apostas esportivas mexe com o planejamento financeiro e a exposição dos clubes no Brasileirão

Por Redação •

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O Campeonato Brasileiro iniciou a sua primeira rodada após a proibição oficial das empresas de apostas esportivas, conhecidas como 'bets'. A medida impõe um cenário de adaptação rigorosa para os clubes da elite do futebol nacional, visto que uma fatia expressiva das equipes da primeira divisão dependia fortemente desse modelo de patrocínio para compor suas receitas anuais.

Dos 20 clubes que disputam a primeira divisão do torneio, 14 mantinham contratos de patrocínio máster com casas de apostas estampados em suas camisas. Entre os casos de maior destaque financeiro, o Flamengo possuía o vínculo mais rentável, avaliado em cerca de R$ 268 milhões por ano. Com a nova regulamentação, a gestão de estoques de uniformes e a exposição visual nos estádios exigiram soluções emergenciais por parte das diretorias.

O Santos foi a primeira equipe brasileira a retirar completamente a marca de sua patrocinadora bet do uniforme. No entanto, grande parte dos clubes ainda nutre expectativas em relação a possíveis reversões judiciais da medida cautelar, aguardando liminares que possam suspender os efeitos da lei. Para contornar o prejuízo imediato com peças já fabricadas, o governo federal autorizou a queima de estoque dos lotes de camisas que já haviam sido produzidos com os logotipos das empresas antes da proibição entrar em vigor.

Nos gramados e bastidores, os clubes adotaram estratégias divididas: equipes entram em campo com modelos limpos ou adaptados, decisão que também se estende aos backdrops de entrevistas coletivas. Além disso, as rodadas do campeonato contam com ações publicitárias institucionais e protestos estampados por alguns times em repúdio ao desfecho regulatório. Paralelamente, especialistas apontam que o veto às plataformas de apostas pode redirecionar bilhões de reais no orçamento anual das famílias brasileiras, embora persista o debate sobre o risco de migração dos apostadores para o mercado informal e ilegal.


Fonte original: the news


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