São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Quanto custa carregar um autopropelido? Entenda o impacto real na conta de luz

Quanto custa carregar um autopropelido? Entenda o impacto real na conta de luz

Por Redação •

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Com o avanço e a popularização das soluções de mobilidade elétrica no país, uma dúvida continua frequente entre aqueles que planejam substituir o carro ou a motocicleta por um autopropelido: afinal, qual é o custo real para carregar a bateria? Embora a preocupação seja legítima, na prática, o reflexo desse consumo na fatura de energia elétrica costuma ser consideravelmente inferior ao que a maioria imagina.

Esse dinamismo no mercado é atestado por números recentes do setor. Dados divulgados pela Abraciclo revelam que as bicicletas elétricas se consolidaram como o grande destaque da indústria durante o primeiro semestre de 2026. Apenas entre os meses de janeiro e junho, foram fabricadas 34.122 unidades, o que representa uma expansão impressionante de 87,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Com esse avanço, a categoria passou a responder por 20,9% de toda a produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus, evidenciando a busca crescente da população por alternativas de transporte urbano que unam economia e sustentabilidade.

Na avaliação de David Peterle, CEO da StreetGo, o custo operacional é justamente um dos aspectos que mais causam espanto positivo em quem adota um autopropelido pela primeira vez. "Muita gente acredita que carregar uma bateria elétrica da StreetGo pesa na conta de luz, mas acontece exatamente o contrário. Quando o consumidor compara esse custo com o que gastava mensalmente com combustível, percebe rapidamente a economia que a mobilidade elétrica proporciona", pontua o executivo.

Afinal, quanto custa uma recarga completa?

Para mensurar o consumo energético de forma precisa, não basta olhar apenas para a capacidade nominal da bateria. Em um componente de 960 Wh, ou seja, 0,96 kWh, é indispensável contabilizar também as perdas energéticas naturais que ocorrem durante o processo de transferência e carregamento na tomada.

Nos modelos desenvolvidos pela StreetGo, a eficiência global do sistema é de aproximadamente 89%. Dessa forma, para armazenar efetivamente 0,96 kWh na bateria, o consumo retirado diretamente da rede elétrica é de cerca de 1,08 kWh por cada carga completa.

Projetando o cenário com uma tarifa residencial média situada entre R$ 0,90 e R$ 1,10 por kWh, o custo de uma recarga completa representa um desembolso estimado entre R$ 0,97 e R$ 1,19 na fatura de energia.

A autonomia proporcionada pelos autopropelidos da marca oscila entre aproximadamente 20 e 60 quilômetros por carga, variando conforme o modelo escolhido e as condições de uso. Desse modo, o gasto restrito à energia elétrica fica na faixa de R$ 0,02 a R$ 0,06 por quilômetro percorrido.

Vale ressaltar que a autonomia real pode sofrer variações por conta de múltiplos fatores, tais como o peso do condutor e de eventuais cargas transportadas, o relevo do trajeto, a velocidade desenvolvida, a calibragem correta dos pneus, as condições do pavimento e o estilo de condução do usuário.

Comparativo direto: autopropelido versus automóvel a combustão

A vantagem financeira torna-se gritante quando colocada lado a lado com os gastos gerados por um veículo tradicional movido a combustíveis fósseis.

Enquanto um automóvel convencional que faz 12 quilômetros por litro — abastecido com gasolina a R$ 6,50 o litro — apresenta um custo aproximado de R$ 0,54 por quilômetro rodado apenas em combustível, o autopropelido consome meros R$ 0,02 a R$ 0,06 em eletricidade para a mesma distância.

Isso significa que o gasto energético por quilômetro do veículo elétrico pode ser de 9 a 33 vezes menor do que o de um carro a gasolina, dependendo do modelo e da eficiência obtida.

Para Peterle, essa disparidade ganha um peso considerável na rotina de quem transita diariamente. "O consumidor normalmente olha primeiro para o preço de compra, mas é no uso diário que percebe o verdadeiro benefício. A economia com combustível é constante e, ao longo de um ano, representa uma redução importante no custo de mobilidade", destaca.

Vantagens que vão muito além da conta de luz

A redução de despesas não se restringe à energia consumida na tomada. Os autopropelidos possuem uma arquitetura mecânica substancialmente mais simples do que a de carros e motos tradicionais, o que elimina a necessidade de revisões complexas como trocas frequentes de óleo de motor, substituição de filtros de combustível e diversos outros itens de desgaste inerentes aos motores térmicos.

Outro ponto de forte atratividade reside na regulamentação: os equipamentos enquadrados como autopropelidos nos termos da Resolução CONTRAN nº 996/2023 não exigem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), registro, licenciamento ou emplacamento, o que enxuga drasticamente as burocracias e taxas anuais associadas à mobilidade individual.

Na visão do CEO da StreetGo, é o somatório de todas essas frentes econômicas que deve orientar o consumidor na hora da escolha. "Quando colocamos tudo na ponta do lápis — energia, manutenção, impostos e praticidade — o autopropelido deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ser também uma decisão financeira inteligente. É um investimento que continua gerando economia todos os dias", conclui.


Fonte original: Globo


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