O nome de André de Oliveira Macedo, conhecido como "André do Rap", voltou a ecoar nos corredores do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (15). Durante uma sessão extraordinária, o ministro Flávio Dino citou o líder da facção criminosa PCC, que permanece foragido da Justiça há quase seis anos, reacendendo o debate sobre a polêmica soltura do traficante em 2020.
Durante o julgamento em plenário, Dino lamentou o fato de o criminoso ainda não ter sido capturado. "É pena que até hoje o André do Rap está foragido", declarou o ministro. Em resposta imediata, o ministro Luiz Fux desabafou: "É culpa do Supremo". Dino, contudo, ponderou que a responsabilidade não cabia a Fux, afirmando: "Não é culpa de Vossa Excelência porque Vossa Excelência suspendeu [a decisão]".
O histórico da fuga remonta a 10 de outubro de 2020. Na ocasião, o então ministro Marco Aurélio Mello concedeu um habeas corpus que permitiu a saída de André do Rap da prisão. Embora Luiz Fux tenha revogado a decisão poucas horas depois, o traficante aproveitou a brecha para fugir e nunca mais foi localizado.
Apontado pelas autoridades como um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), André do Rap possui uma condenação de 25 anos de reclusão em regime fechado por tráfico nacional e internacional de drogas.
Desde a sua fuga, forças de segurança pública já realizaram buscas em mais de 40 endereços diferentes, tanto no Brasil quanto no exterior. Atualmente, o mandado de prisão expedido pelo STF segue em aberto, e o traficante continua figurando na lista de difusão vermelha da Interpol, sendo procurado ativamente também pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de São Paulo.