A Paramount Skydance firmou um acordo estratégico com 12 estados dos Estados Unidos, encerrando oficialmente a ação judicial que ameaçava paralisar por mais de um ano o processo de fusão com a Warner Bros. Discovery. Com a resolução do impasse, a transação — avaliada em aproximadamente US$ 110 bilhões — tem perspectivas de ser totalmente concluída nas próximas semanas.
O processo judicial, coordenado pelo estado da Califórnia, argumentava inicialmente que a nova empresa resultante da união corporativa poderia gerar um cenário de monopólio no setor de entretenimento. As autoridades locais expressaram preocupações de que a concentração de mercado reduzisse a concorrência, elevasse os preços para os consumidores finais e impusesse forte pressão sobre produtoras independentes.
Como contrapartida para destravar o negócio, a Paramount assumiu novos compromissos financeiros e operacionais nos Estados Unidos. Entre as exigências do acordo, a companhia concordou em elevar para US$ 300 milhões anuais os investimentos direcionados à produção de conteúdos em território norte-americano, visto que atualmente apenas cerca de 5% da produção cinematográfica da empresa é realizada internamente no país.
Além do montante investido, a corporação estabeleceu a meta de lançar 30 filmes nos cinemas ao longo dos dois primeiros anos após a consolidação da fusão, incluindo projetos independentes em seu catálogo. No cenário internacional, o negócio já havia obtido aval regulatório de órgãos concorrenciais, a exemplo da aprovação concedida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil, em julho.
A fusão reúne grandes marcas globais do entretenimento, englobando ativos como HBO Max, CNN, Nickelodeon e Discovery Channel. No mercado brasileiro, a união concentra importantes direitos de transmissão de eventos esportivos de relevância, incluindo partidas da Copa Libertadores da América, da Copa Sul-Americana e do Campeonato Paulista.
O avanço das negociações ocorre após um período de forte pressão financeira decorrente do atraso imposto pela disputa judicial. A Paramount arcava com o custo de uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação, por trimestre, destinada aos acionistas da Warner enquanto a transação não fosse finalizada, gerando uma estimativa de gastos que alcançava US$ 650 milhões a cada três meses.
Fonte original: the news