São Paulo, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Jornal o Paulistão

Polícia investiga morte misteriosa de engenheira da Marinha encontrada em alojamento em São Paulo

Polícia investiga morte misteriosa de engenheira da Marinha encontrada em alojamento em São Paulo

Por Redação •

0:00
--:--

A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam as circunstâncias em que ocorreu a morte da segundo-tenente Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, engenheira mecânica da Marinha do Brasil. O caso aconteceu no Centro Tecnológico da corporação, localizado na Zona Oeste de São Paulo, dentro da Cidade Universitária, no Butantã.

De acordo com nota oficial emitida pela Marinha, a militar foi encontrada 'desfalecida' em seu alojamento na quinta-feira (24). A instituição afirmou que uma equipe médica da unidade foi imediatamente acionada e encaminhou a tenente ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), onde o óbito foi constatado. Contudo, a Marinha não esclareceu se o termo utilizado significava que a oficial estava desacordada ou já sem vida no momento em que foi achada.

A versão da força militar contrasta com os relatos que constam no Boletim de Ocorrência (BO) registrado pelo caso, tratado inicialmente como morte suspeita. O documento policial aponta que agentes da Polícia Militar foram acionados por volta das 21h da quinta-feira ao HU-USP, após uma médica da unidade hospitalar se recusar a emitir o atestado de óbito. Segundo os registros, Beatriz já teria dado entrada no hospital sem sinais vitais e apresentava indícios de que o falecimento havia ocorrido há algum tempo.

O boletim também destaca que o corpo foi retirado da base militar e levado ao hospital antes da realização dos procedimentos periciais necessários. A situação levou os investigadores a mencionarem, em tese, a possibilidade de uma 'eventual fraude processual' devido à alteração do estado original do local dos fatos. Como a ocorrência envolveu uma militar da União, o caso foi inicialmente encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, que solicitou a perícia no local e o recolhimento do corpo.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar confirmaram que a guarnição foi acionada para atender à ocorrência no hospital universitário após a recusa da emissão do documento de óbito. Como o óbito e os desdobramentos se deram no interior de instalações militares, as investigações e providências legais seguem sob a responsabilidade conjunta da Polícia Federal e da Marinha do Brasil.

Familiares da vítima relataram que Beatriz era uma pessoa saudável. A mãe da engenheira, Soraia Fickert, afirmou que a filha foi encontrada sem vida no alojamento horas após o falecimento, corroborando a recusa da equipe médica do hospital em assinar o documento de óbito sem a devida apuração pericial. A Marinha informou que está prestando toda a assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e amigos da oficial.


Fonte original: G1


Leia Também