O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou severamente o senador Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (26), apontando a falta de prestação de contas sobre a origem e o destino dos recursos repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o financiamento do filme ‘Dark Horse’.
A produção cinematográfica, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, tornou-se alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Ministério Público de São Paulo (MP-SP). As apurações concentram-se na suspeita de utilização de recursos públicos por parte da produtora Karina da Gama, da Go UP Entertainment e do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidades das quais ela é proprietária única.
As declarações foram feitas durante uma caminhada política em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Haddad, o parlamentar acumula ligações com diversos episódios de irregularidades.
"Ele não presta conta do filme ‘Dark Horse’ porque ele não presta mesmo. Esse cara está enrolado com todos os escândalos de corrupção. Em todo escândalo ele tem algum amigo", declarou o ex-ministro da Fazenda durante o ato, citando nominalmente figuras investigadas em diferentes contextos políticos e policiais associados ao grupo opositor.
Ainda durante seu discurso, Haddad direcionou críticas ao governador de São Paulo e adversário na disputa eleitoral, Tarcísio de Freitas (Republicanos), projetando o pleito marcado para o dia 4 de outubro e mencionando aliados de chapa, como Márcio França.
Em outro trecho de sua fala, acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e pelas candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), Haddad defendeu as medidas adotadas pelo governo federal em relação à tributação e à proibição de plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets, e do popularmente conhecido 'Jogo do Tigrinho' no país.
"Os riquinhos reclamaram que nós criamos imposto pra banco, pra bet e pra bilionário. Criamos pra 141 mil ricos que passaram a pagar imposto, para 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil deixarem de pagar imposto de renda. Nós não temos vergonha de fazer justiça tributária. Se eles estão enfezados com isso, agora estão com um problema a mais pra resolver, com o fim das bets", afirmou o candidato.
O petista também relacionou o fim das plataformas de apostas com a defesa de pautas trabalhistas e sociais defendidas pelo governo, argumentando que a medida visa proporcionar mais qualidade de vida e tempo livre para que os trabalhadores possam se dedicar às famílias e apoiar debates como a alteração na escala de trabalho 6 por 1.
Fonte original: G1