São Paulo, Domingo, 27 de setembro de 2026

Jornal o Paulistão

Governo Intensifica Busca Ativa por Apostadores com Foco em Saúde Mental Após Fim das Bets

Governo Intensifica Busca Ativa por Apostadores com Foco em Saúde Mental Após Fim das Bets

Por Redação •

0:00
--:--

Após o anúncio da proibição das apostas on-line, oficializado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, o Ministério da Saúde intensificará as ações de busca ativa voltadas a apostadores contumazes. A iniciativa tem como objetivo principal oferecer suporte, acompanhamento psicológico e tratamento adequado nos casos em que for necessário.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as diretrizes de identificação e abordagem de indivíduos com comportamento de jogo problemático já vêm sendo aplicadas desde dezembro de 2025. O trabalho é realizado com base em cruzamentos de dados fornecidos pelos ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública, além de informações da Receita Federal.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na capital paulista, o titular da pasta da Saúde ressaltou a segurança no manuseio das informações sigilosas. “O Ministério da Saúde é dono do ambiente onde circulam estes dados, o Nuvem Brasil, que é absolutamente protegido e opera seguindo todas as regras da LGPD e todas as regras da ética na saúde que os profissionais têm que seguir”, declarou o ministro.

Embora o fluxo específico de atendimento e o cronograma exato ainda estejam em fase de detalhamento, o governo planeja utilizar ferramentas como a rede do programa Meu SUS Digital e serviços de teleatendimento. A proposta é assegurar suporte em saúde mental não apenas aos apostadores que enfrentarem dificuldades com a transição decorrente da nova regulamentação, mas também aos seus familiares.

Durante o pronunciamento, Padilha também chamou a atenção para os reflexos negativos que o setor de apostas exerce sobre a economia e a saúde pública nacional. O ministro mencionou dados de um levantamento recente do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que aponta um custo social estimado em R$ 38,8 bilhões anuais decorrente da atividade, sendo que R$ 17 bilhões desse total estão diretamente associados a mortes provocadas por suicídios.


Fonte original: Agência Brasil


Leia Também