São Paulo, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Como é o E2, avião da brasileira Embraer, e por que ele é considerado um sucesso comercial

Como é o E2, avião da brasileira Embraer, e por que ele é considerado um sucesso comercial

Por Redação

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A linha E2, da brasileira Embraer, é formada por três modelos: E175-E2, E190-E2 e E195-E2.

Os aviões, que são produzidos no interior de São Paulo, têm capacidade para até 146 passageiros e alcance de até 5.556 km.

A Embraer consegue entregar o E2 em menos de dois anos, em um momento de espera maior por aviões de fabricantes como Airbus e Boeing.

No Brasil, os modelos são operados por Azul e Latam; a Gol fechou a compra de 20 E195-E2.

Como é o E2, avião da brasileira Embraer, e por que ele é considerado um sucesso comercial

Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou a operação dos aviões da linha E2, da fabricante brasileira Embraer. O problema atingiu principalmente aeronaves da Azul, que opera esse tipo de avião em rotas pelo Brasil.

Segundo a Embraer, a instabilidade não compromete a segurança dos voos. A frota tem sistemas de navegação que permitem a operação mesmo quando há problemas no GPS.

A linha E2 é formada por três modelos: E175-E2, E190-E2 e E195-E2. Eles têm diferentes capacidades de passageiros, pesos e alcances. O E195-E2 é a maior aeronave comercial já fabricada pela Embraer, com capacidade para até 146 assentos. (Veja os detalhes na arte abaixo).

O modelo foi apresentado pela primeira vez em 2017 e é fabricado em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Embraer faz voo inaugural do jato comercial E175-E2 em São José dos Campos — Foto: Embraer/Divulgação

A família de aviões tem virado a galinha dos ovos de ouro da empresa brasileira. Segundo a revista britânica The Economist, que publicou uma reportagem sobre a companhia em julho deste ano, os modelos têm ganhado destaque principalmente pela boa autonomia e pelo baixo consumo de combustível.

⛽ E por que isso é tão importante? Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o combustível está entre os principais custos operacionais de uma companhia aérea. Em 2025, as maiores aéreas destinaram entre 17% e 36% de seus custos operacionais ao querosene de aviação (QAV).

A The Economist também informou que, atualmente, as companhias aéreas precisam esperar até dez anos para receber um avião de fuselagem estreita (aqueles com apenas um corredor entre os assentos) de fabricantes como Airbus e Boeing.

A alta demanda por viagens aéreas e os problemas na cadeia de suprimentos, que persistem desde a pandemia de Covid-19, aumentaram a procura por aeronaves menores, como o E2. Nesse cenário, a Embraer ganha espaço porque consegue entregar o modelo em menos de dois anos.

Embraer E190-E2. — Foto: Divulgação/Embraer

"O E2 é uma aeronave do século XXI, que reúne muitas características que fazem esse avião ser diferenciado: projeto bem feito de massa, motores de nova geração, os mais modernos possíveis, e sistemas de navegação também muito modernos", explica ao g1 Bruno Chieregatti, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Segundo o especialista, a linha E2 tem uma capacidade de passageiros um pouco menor que os aviões da Boeing e da Airbus. "Mas nem todas as rotas precisam de capacidades tão elevadas, de 180 a 200 passageiros, que um Boeing e um Airbus precisam para ser viável economicamente".

"Esse modelo ainda permite fazer rotas diretas de cidades médias e menores sem precisar passar pelos grandes hubs, como São Paulo e Rio de Janeiro", completa.

Aeronave comercial E95-E2 é o maior jato comercial já produzido pela Embraer — Foto: Imprensa Embraer/Divulgação

No Brasil, os aviões da família E2 são operados por Azul e Latam. A Gol também fechou a compra de 20 aeronaves E195-E2.

Em outros países, os modelos estão presentes na frota ou têm intenção de compra de companhias como Avelo Airlines, dos Estados Unidos; Finnair, da Finlândia; Star Air, da Índia; Luxair, de Luxemburgo; e Airlink, da África do Sul.

A The Economist lembra que, em 24 de julho, a companhia anunciou ter arrecadado US$ 34,5 bilhões (R$ 177,7 bilhões) em encomendas, considerando todo o seu portfólio, incluindo jatos particulares e aviões militares.

Em 2021, foram entregues 141 aeronaves. Para 2026, a previsão é que esse número chegue a 255.

Apesar do crescimento em ritmo acelerado, a Embraer ainda tem porte menor que Airbus e Boeing, suas principais rivais, segundo a revista.


Fonte original: G1


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