São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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Caso Master: Haddad cobra transparência total e exige fim dos sigilos de Vorcaro em ato em SP

Caso Master: Haddad cobra transparência total e exige fim dos sigilos de Vorcaro em ato em SP

Por Redação

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Em agenda de campanha realizada na Avenida Paulista nesta terça-feira (15), o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu abertamente a quebra do sigilo dos celulares de Daniel Vorcaro, no âmbito do chamado Caso Master. Segundo o candidato petista, o acesso público aos dados é indispensável para esclarecer os fatos e permitir que o país passe as informações a limpo antes da votação em primeiro turno.

Haddad ponderou que, embora o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) tenha demonstrado abertura para a transparência, ainda existem pontos relevantes sob sigilo. O postulante argumentou que jogar luz sobre o problema escancararia a intersecção entre o esquema de Vorcaro e o bolsonarismo, permitindo que a população formule seu próprio julgamento.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, acompanhou Haddad na agenda e também cobrou aprofundamento das apurações. Alckmin enfatizou que a sociedade exige a derrubada de todos os sigilos e pontuou que cabe ao Judiciário prosseguir com uma investigação rigorosa na busca pela verdade.

Impasse no STF e Operação Compliance Zero

As manifestações coincidiram com a sessão na qual o STF iniciou a análise sobre a abertura de uma investigação criminal contra o ministro Alexandre de Moraes, referente a uma suposta relação com o ex-dono do Banco Master. A deliberação acabou suspensa sem um desfecho formal após um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino. Esta é a primeira oportunidade em que a Suprema Corte analisa a possibilidade de investigar criminalmente um de seus próprios membros.

Daniel Vorcaro segue preso no âmbito da Operação Compliance Zero, responsável por apurar esquemas de fraudes financeiras no Banco Master e na tentativa de venda da instituição para o Banco de Brasília (BRB). As informações retiradas do aparelho celular do ex-banqueiro integram as provas atualmente sob apreciação do STF.


Fonte original: g1.globo.com


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