Em agenda de campanha realizada no Ceagesp neste sábado (19), o postulante à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou ter feito um apelo direto ao ministro Edson Fachin e aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo do candidato era garantir que o julgamento do Caso Master fosse finalizado em até uma semana, em sessão pública e transmitida pela televisão.
Segundo Cury, a morosidade na análise prejudica o eleitorado, que necessita de acesso completo às informações antes da votação agendada para o dia 4 de outubro. O presidenciável criticou expressamente o pedido de vista formulado pelo ministro Flávio Dino, argumentando que a solicitação pode fazer com que o desfecho do processo seja adiado para depois do pleito.
Durante o ato em São Paulo, o candidato do Avante também direcionou duras críticas às alas ligadas a Lula e a Flávio Bolsonaro. Cury alegou que ambos os grupos possuem membros envolvidos de forma promíscua com o Banco Master e, por essa razão, não teriam interesse na celeridade das apurações. Para ele, essa postura estaria "asfixiando a democracia", já que o exercício do voto consciente depende da transparência dos fatos.
Por fim, ao comentar sobre a presença da sua campanha no ambiente digital, Augusto Cury relatou que teria sido alvo de uma alteração deliberada no alcance e na distribuição de conteúdos relacionados ao seu nome e à sua candidatura nas redes sociais.