São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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A Revolução dos Audiolivros: Como a Literatura Falada Ganha Espaço e se Encaixa na Rotina dos Brasileiros

A Revolução dos Audiolivros: Como a Literatura Falada Ganha Espaço e se Encaixa na Rotina dos Brasileiros

Por Redação

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Durante a 28ª Bienal do Livro de São Paulo, enquanto multidões de leitores percorrem os estandes em busca de novidades impressas e autógrafos, um outro formato consolida sua presença no mercado editorial: o audiolivro. A prática de escutar histórias no trânsito, na academia, durante caminhadas ou enquanto se realiza tarefas domésticas deixou de ser exceção e passou a integrar a rotina de milhares de pessoas.

Ao contrário da percepção de rivalidade, o crescimento da literatura falada não ameaça o livro físico. Ambos os suportes aprenderam a coexistir de forma complementar. É o caso da estudante Giovanna Lima Silva, que equilibra as duas mídias segundo suas necessidades diárias. Passando cerca de uma hora por dia no transporte público, hábito no qual inseriu os audiolivros há quase dois anos, ela reserva o livro impresso para momentos em que está relaxada em casa, recorrendo ao áudio durante os deslocamentos.

Essa busca por praticidade reflete um cenário nacional. Segundo a 6ª edição da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", 75% dos leitores gostariam de ler mais, porém 46% indicam a falta de tempo como a principal barreira. Em contrapartida, a adesão ao audiobook avança: em 2024, 23% dos brasileiros afirmaram já ter ouvido uma obra em áudio, em comparação aos 20% registrados em 2019. Entre as pessoas com ensino superior, essa taxa salta para 44%.

Ainda assim, a tradição do papel mantém sua hegemonia. O levantamento destaca que 83% dos leitores tiveram o livro impresso como último formato consumido, enquanto 16% optaram pelo meio digital. Entre os usuários que navegam pelas duas opções, 57% preferem o livro físico, 22% escolhem o digital e 21% declaram gostar igualmente dos dois formatos.

A visão de coexistência é reforçada pela escritora Bruna Martiolli, autora da obra É Tempo de Morangos: Reflexões Sobre Livros. Lançado em março deste ano, o título ganhou sua versão em áudio apenas um mês depois, evidenciando como os formatos se somam para expandir o acesso à leitura no país.


Fonte original: g1.globo.com


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